domingo, 1 de novembro de 2009

A QUESTÃO AFRO-BRASILEIRA O PRECONCEITO NA ATUALIDADE - UMA ABORDAGEM SOBRE A MULHER NEGRA.




Meire Suely

Diante dos debates feitos ao longo da história. A explicação da ordem social a essa desigualdade, é tema de debate e estudos entre Sociólogos, Historiadores, Antropólogos, Cientistas Políticos e outros.

Mas, em pleno século XXI, pode-se afirmar que o maior preconceito, não é pela cor da pele do ser humano. Mas, é o preconceito econômico.

A situação da mulher negra no Brasil de hoje manifesta um prolongamento da sua realidade vivida no período de escravidão com poucas mudanças de escravidão social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país. Inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento menor, e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial e ascender socialmente.
A mulher negra ao longo de sua historia foi a “espinha dorsal” de sua família, que muitas vezes constitui-se. O Brasil, que se favoreceu do trabalho escravo ao longo de mais de quatro séculos, colocou á margem o seu principal construtor o negro, que passou a viver na miséria, sem trabalho, sem possibilidade de sobrevivência em condições dignas.

A pobreza e a marginalidade a que é submetida à mulher negra reforça o preconceito e a interiorização da condição de inferioridade, que em muitos casos inibe a reação e luta contra a discriminação sofrida.
Segundo Paul Singer (1998) afirma que, á medida que a mulher negra ascende, aumentam as dificuldades especialmente devido à concorrência e consequentemente às mulheres negras têm livre acesso e é nesse campo que se encontram os maiores números delas. A população menos qualificada e recebe os mais baixos salários.

Quanto a mulher negra, portanto tem que dispor de uma grande energia para superar as dificuldades que se impõe na busca da sua cidadania.
Nos dias atuais percebe-se que essa desigualdade ainda está para ser corrigida de fato na Sociedade Brasileira, apesar de algumas conquistas, onde a classe de domínio ainda mantém o poder econômico, político e social, ramificados nesta velha sociedade de domínio.

Na atualidade, não podemos ficar só em debate racial, a posições do negro não deve basear-se neste discurso de consumo de bens, posição social. Enquanto o processo de reparação não ocorrer, as desigualdades sociais baseadas na discriminação racial continuarão, e, com tendência ao acirramento, ainda maior tratando de desigualdades de oportunidades em todos os sentidos.

A discriminação racial na vida das mulheres negras é constante; apesar disso, muitas constituem estratégias próprias para superar as dificuldades decorrentes dessa problemática de faltas de Políticas Públicas no Brasil.

Porto Nacional - to
Novembro/2009

Um comentário:

  1. MUITO BOM, A LUTA ESTÁ SÓ NO COMEÇO, HAVERÁ UM DIA EM TODOS SERÃO REALMENTE IGUAIS, PERANTE OS HOMENS AS LEIS? ESPERAMOS QUE SIM...

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