domingo, 15 de novembro de 2009

EDUCAÇÃO PARA QUEM? – UMA ABORDAGEM NO ESTADO DO TOCANTINS

Meire Suely


• A primeira questão que se coloca, diz respeito à compreensão do que se refere à combate às desigualdades sociais deste País. Que tem como marcos fundamentais, combater as desigualdades sociais, raciais, formar cidadania, e pessoas livres para uma sociedade “Democrática”. Este processo educacional tem a vibialização e a discussão sobre uma educação de qualidade sem preconceito, discriminação, racismo, desigualdades sociais e economicas no Estado e no Brasil.

Ao pensar em uma sociedade onde suas Leis trata seus cidadãos com direitos iguais perante as Leis, não podemos de deixar de pensar em construir novas mudanças estruturais na sociedade Tocantinense, buscando; a superação das desigualdades. Ora, para nós não existirá Democracia nem sociedade justa enquanto houver racismo, opressão de qualquer outra ordem!
Assim sendo, podem considerar que os discursos só ganham sentido real quando são efetivados nas nossas práticas contidianas e ações políticas na esfera Municipal, Estadual e Federal. Sabemos que, a Educação de modo sistemático busca reverter historicamente à situação da desigualdade e discriminação que estão submetidos determinados grupos sociais, entre eles, negros, mulheres, crianças e indígenas, eliminando os efeitos persistentes (políticos, econômicos, culturais e comportamentais) da discriminação do passado que ainda está no nosso cotidiano.

Onde se revelam na discriminação estrutural; garantir a diversidade e ampliar esses grupos historicamente discriminados, nos diversos setores da sociedade é um dever de todas as esferas políticas e institucionais e não somente da Educação. Mas, certas instituições ainda não se deram conta do seu verdadeiro papel.
Quando falamos de acesso a direitos, puxamos um outro fio que confunde essas ações restritas e a idéia que essas se dão na esfera da coletividade como educação de qualidade, direitos a justiça, saúde enfim direitos de cidadania.
Assim sendo tanto na esfera dos poderes Executivo e Legislativo a efetivação de Direitos Humanos requer processos que desconstruam no cotidiano que as ações políticas e sociais são “dádivas” ou “concessões” e não conquista de direitos e cidadania

domingo, 1 de novembro de 2009

A QUESTÃO AFRO-BRASILEIRA O PRECONCEITO NA ATUALIDADE - UMA ABORDAGEM SOBRE A MULHER NEGRA.




Meire Suely

Diante dos debates feitos ao longo da história. A explicação da ordem social a essa desigualdade, é tema de debate e estudos entre Sociólogos, Historiadores, Antropólogos, Cientistas Políticos e outros.

Mas, em pleno século XXI, pode-se afirmar que o maior preconceito, não é pela cor da pele do ser humano. Mas, é o preconceito econômico.

A situação da mulher negra no Brasil de hoje manifesta um prolongamento da sua realidade vivida no período de escravidão com poucas mudanças de escravidão social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país. Inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento menor, e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial e ascender socialmente.
A mulher negra ao longo de sua historia foi a “espinha dorsal” de sua família, que muitas vezes constitui-se. O Brasil, que se favoreceu do trabalho escravo ao longo de mais de quatro séculos, colocou á margem o seu principal construtor o negro, que passou a viver na miséria, sem trabalho, sem possibilidade de sobrevivência em condições dignas.

A pobreza e a marginalidade a que é submetida à mulher negra reforça o preconceito e a interiorização da condição de inferioridade, que em muitos casos inibe a reação e luta contra a discriminação sofrida.
Segundo Paul Singer (1998) afirma que, á medida que a mulher negra ascende, aumentam as dificuldades especialmente devido à concorrência e consequentemente às mulheres negras têm livre acesso e é nesse campo que se encontram os maiores números delas. A população menos qualificada e recebe os mais baixos salários.

Quanto a mulher negra, portanto tem que dispor de uma grande energia para superar as dificuldades que se impõe na busca da sua cidadania.
Nos dias atuais percebe-se que essa desigualdade ainda está para ser corrigida de fato na Sociedade Brasileira, apesar de algumas conquistas, onde a classe de domínio ainda mantém o poder econômico, político e social, ramificados nesta velha sociedade de domínio.

Na atualidade, não podemos ficar só em debate racial, a posições do negro não deve basear-se neste discurso de consumo de bens, posição social. Enquanto o processo de reparação não ocorrer, as desigualdades sociais baseadas na discriminação racial continuarão, e, com tendência ao acirramento, ainda maior tratando de desigualdades de oportunidades em todos os sentidos.

A discriminação racial na vida das mulheres negras é constante; apesar disso, muitas constituem estratégias próprias para superar as dificuldades decorrentes dessa problemática de faltas de Políticas Públicas no Brasil.

Porto Nacional - to
Novembro/2009